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Sugestão de Natal: Oferecer a Escola

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Descobri muito recentemente que na creche (IPSS) que a nossa filha Leonor frequenta, há famílias que passam fome e que não pagam as propinas. 
Com toda a descrição que eu hoje excepcionalmente quebrarei, a Escola no Chiado do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Encarnação, recebe estes alunos e as suas famílias com um currículo de colégio privado, com aulas precoces de inglês, educação artística e musical e prepara caixas com os restos do almoço para que as famílias possam levar para a hora do jantar. Porquê? Porque estão certas de que uma bela mente é gerada por um pai, uma mãe e um professor.
Esta IPSS não faz campanhas em Centros Comerciais e não tem brindes para oferecer, está demasiado ocupada a educar estas crianças, a ajudar estas famílias e a fazer as contas para cada mês, mas precisa muito da nossa ajuda para sustentar as bolsas destes estudantes.
Este Natal, fica aqui a sugestão de oferecer a escola com o montante que entender, sabendo que a bolsa anual de uma criança …

Um breve texto moralista a pretexto de uma rábula do Bruno Nogueira

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TIAGO CAVACO   http://vozdodeserto.tumblr.com/    12.12.2017

Estou a escrever este texto porque, depois de ter lido um do meu amigo Filipe Avillez, fui ouvir uma rábula radiofónica do Bruno Nogueira, que passou esta passada Sexta-Feira, 8 de Dezembro. Nesses poucos mais de três minutos de rádio, o Bruno Nogueira fazia humor a partir da Imaculada Conceição de Maria, que nos dá o feriado (caindo num erro de confundir a Imaculada Conceição de Maria com o nascimento virginal de Cristo, como o Filipe Avillez explica).
Quero começar por fazer três qualificações prévias:
1. Sou um cristão reformado (ou protestante, ou evangélico, escolham o que preferirem). Não acredito na Imaculada Conceição de Maria (o que não deve ser confundido com o nascimento virginal de Cristo, no qual creio - é uma doutrina fundamental da ortodoxia cristã). Tentando ser respeitoso com os meus companheiros católicos romanos, quero, ainda assim, afirmar claramente que tenho esse dogma como uma invenção. Se o tivesse co…

Estou chateado com o Bruno Nogueira

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FILIPE D'AVILLEZ   WWW.ACTUALIDADERELIGIOSA.BLOGSPOT.PT 11.12.2017
Ao longo dos últimos dias recebi várias mensagens de católicos a alertar-me para uma rubrica do Bruno Nogueira em que ele ofende Nossa Senhora de forma vil e baixa.
Normalmente ignoro esses apelos. Os católicos têm de perceber que os humoristas ganham dinheiro a fazer humor e que a forma mais simples e básica de fazer humor é à custa de outros. De vez em quando os católicos vão estar na mira dos humoristas, é a vida. Por vezes conseguiremos rir-nos de nós próprios, outras vezes ficaremos chocados com o que ouvimos e serão apenas os outros a rir, mas seja como for as campanhas organizadas de revolta, que têm sempre o efeito de aumentar as audiências e os cliques da dita ofensa, acabam por ser contraproducentes e passam uma imagem dos cristãos como gente histérica e sem sentido de humor.
Mas desta vez fui ouvir e confesso que fiquei chocado e chateado.
Não foi com as piadas… Só quem conseguiu viver até agora passando …

O pai, a mãe e o professor

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POVO 11.12.2017


"Para que um país se torne livre de corrupção e uma nação de belas mentes, acredito que existem três membros-chave da sociedade que podem fazer a diferença. O pai, a mãe e o professor."
Abdul Kalam 11º presidente da Índia (2002-2007)

Em plena season dos donativos e da boa vontade, eis que chega o escândalo da Raríssimas.
Particularmente próxima à causa em questão como mãe de uma criança com doença rara, recebi primeiro a notícia este fim-de-semana numa partilha de mães que a mim se unem pela mesma razão. Ao tentar ver a reportagem entro no site da TVI que me recebe com um grande anúncio do seu Reality Show de sucesso, uma outra fábrica de escândalos que compramos todos os dias... muito dinheiro que poderia ter outro uso, outra gestão e que pouparia o prejuízo de melhores causas.
São, assim, oportunas estas sugestões de Natal sobre a indispensável associação entre a liberdade e o sentido de dever.  Não só para dirigentes e gestores de dinheiros públicos e da comu…

Vendilhões do Apocalipse

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RUI TAVARES      11.12.2017       PÚBLICO



Do alto desta coluna vos profetizo: estamos a aproximar-nos de um novo Grande Terramoto de Lisboa. Como demonstração, uma evidência: estamos a aproximar-nos de um novo Grande Terramoto de Lisboa desde que ocorreu o último, em 1755.
É impossível falhar nesta profecia, mais cedo ou mais tarde. Mas, precisamente: estamos a falar de mais tarde ou mais cedo? Estou a profetizar para daqui a cinco anos ou para daqui a quinhentos anos? Dizer que vem aí um novo Grande Terramoto chama a atenção mas não dá informação.
Nada compensa tanto no debate público como mercadejar em profecias pessimistas. O vendilhão de catástrofes na praça pública tem sempre garantida a atenção geral, mas quando a profecia não ocorre está toda a gente demasiado aliviada para reparar no erro. E quando finalmente ocorre outra crise qualquer, como fatalmente sucederá, o profetizador de desgraças poderá então, de qualquer forma, vir reclamar os seus créditos pela clarividência revel…

Deseducar adolescentes

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INÊS TEORÓNIO PEREIRA    DN   09.12.2017


Ninguém é competente para educar adolescentes. Ninguém. Qualquer mãe ou pai de adolescentes não sabe o que faz, como se faz e onde vai acabar a borrada que se faz. Um adolescente é o exame de Matemática dos pais. Está cheio de equações indecifráveis, de matéria que não se estudou e só consegue passar quem tem experiencia, quem praticou. O que exclui à partida a esmagadora maioria dos pais. Há uma coisa que os pais de adolescentes têm que mais pai nenhum tem na mesma medida: a culpa. Nós assumimos com rigor a culpa por o nosso adolescente ser inseguro, ríspido e estar em silêncio horas a fio. Que cada borbulha, cada fragilidade, cada falta de autoestima é resultado de anos e anos de incompetência nossa. Nós sabemos melhor do que ninguém que fazemos imensa borrada: que damos mimos a mais e a menos, importância a mais e a menos, berramos de mais e de menos, que mudamos de estratégia com a mesma frequência com que mudamos de canal, que os tratamos …

Raríssimas

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FERREIRA FERNANDES                  DN                 11.12.2017
A Raríssimas, Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, não podia aguentar-se à custa de um mecenas. Estes são raros em Portugal. Fosse o caso, uma Raríssimas rara porque a viver de dinheiros privados, não faria sentido a recente reportagem da TVI sobre a Raríssimas e a gestão da sua presidente. Cada um faz o que quer da sua caridade. Da sua. Mas a Raríssimas é uma instituição que, embora privada, sobrevive graças a subsídios estatais (665 mil euros em 2016). Porém, nem mesmo essa condição de dependente de donativos oficiais pode proibir à presidente os tiques de soberba que lhe são assinalados na reportagem. A presidente emprega o filho e apresenta-o publicamente como "o herdeiro da parada" (isto é, da Raríssimas); a presidente fazia levantar o pessoal de cada vez que ela passava no corredor; enfim, a presidente é quero, posso e mando... Não gosto, mas não é isso o essencial. Sempre houve grandes di…