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23 de Fevereiro: dia especial de oração e jejum pela paz

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Papa Francisco, Roma, 4 de Fevereiro 2018

"E agora um anúncio. Diante da trágica persistência de situações de conflito em diversas partes do mundo, convido todos os fiéis a um especial Dia de oração e jejum pela paz, a 23 de fevereiro próximo, sexta-feira da primeira semana de Quaresma. Oferecemo-lo em particular pelas populações da República Democrática do Congo e do Sudão do Sul. Como noutras ocasiões semelhantes, convido também os irmãos e as irmãs não católicos e não cristãos a associarem-se a esta iniciativa nas modalidades que considerarem oportunas, mas todos juntos. O nosso Pai celeste ouve sempre os seus filhos que a Ele bradam na dor e na angústia, «cura os atribulados de coração e ata-lhes as feridas» (Sl 147, 3). Dirijo um urgente apelo para que também nós ouçamos este brado e, cada um de nós, em consciência, diante de Deus, nos perguntemos: «O que posso fazer pela paz?». Certamente podemos rezar; mas não só: cada um pode dizer concretamente “não” à violência, na medi…

Obrigado, Padre Dâmaso

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Só é difícil explicar o que é um Santo aos que nunca tiveram a sorte de muitas vezes e ao longo de vários anos tomar o pequeno almoço ao lado do padre Dâmaso Lambers, que morreu esta quinta-feira, aos 87 anos. Quem o conheceu ficou a saber que “Jesus é fantástico!” e que a sua presença real na Eucaristia, “ainda é mais fantástica”! Quem o conheceu, quem ele tratava independentemente da idade como “ó minha menina” e “ó meu menino” sabia que o Padre Dâmaso era “muito feliz”! Ele repetia-o vezes sem conta: “sim, muito, muito feliz” porque nas suas mãos via a maravilha de trazer “um pouco do céu para oferecer a cada um e a cada uma na terra” e essa maravilha era a causa da sua imensa felicidade. Só é difícil explicar o que é um Santo aos que nunca tiveram a sorte de muitas vezes e ao longo de vários anos tomar o pequeno almoço ao lado dele. Acho que os companheiros do Companheiro (obra de recuperação de reclusos que fundou e que nos deixa…) também partilham comigo esta experiência. E a cad…

Para eles, Deus é muita coisa, amor, beleza, verdade e até recados

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SAPO 24       21.02.2018    ALEXANDRA ANTUNES       RITA SOUSA VIEIRA

Uns acreditam em Deus sem qualquer dúvida, outros precisaram de passar por crises para viverem a conversão, e alguns são crentes mas têm muitas perguntas. Também há quem não acredite e tenha falado sobre o assunto numa sala maioritariamente repleta de católicos. Foi assim a 5.ª edição do Faith’s Night Out, que juntou numa única noite 12 histórias de fé e verdade.


Sábado, 17 de fevereiro de 2018, 17h00. O Centro de Congressos de Lisboa dividia-se entre dois eventos. Se de um lado o laranja imperava com o 37.º Congresso do PSD, do outro as cores eram mais sóbrias. Numa faixa branca, uma simples indicação: Faith’s Night Out.
Deixando o rebuliço político, a movimentação da fé. Ainda às voltas, elementos das Equipas de Jovens de Nossa Senhora davam conta dos últimos preparativos para a série de 12 conferências de sete minutos que aconteceriam naquela noite.
Mariana Roquette, uma das responsáveis pela comunicação do evento…

Eutanásia – o fracasso da Humanidade

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RAQUEL ABREU   OBSERVADOR     21.02.2018

Há 20 anos estive ligada a máquinas a receber morfina por ter dores horríveis. Não desisti. A dor resolveu-se e passei 5 anos entre uma cadeira de rodas e canadianas. E se tivessem desistido de mim?

Tenho convivido muito na minha vida com o sofrimento físico e emocional, pessoalmente e no meu trabalho. Durante 4 anos geri campos de refugiados e Hospitais de campanha em países em guerra em África. Vi muitas pessoas morrer porque não tinham água potável ou porque não tinham acesso aos mais básicos cuidados de saúde.

Convivi com a miséria humana no seu extremo e assisti a muita desumanidade infelizmente própria da guerra e da pobreza. Mas curioso, e talvez produto de outro modelo civilizacional, nunca vi ninguém pedir para morrer. Vi sim muita gente a pedir desesperadamente para que as ajudasse a viver!

Sofrimento
O sofrimento e a dor física em concreto é um tema que nos assusta muito e que naturalmente desejamos não ter de experienciar.

A que…

Se eu pudesse

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POVO  21.02.2018
"Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro no peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!"
Jacinta Marto

Enquanto escrevo estas linhas, avisto da minha janela um verdadeiro santuário no coração de Lisboa: o Hospital de D. Estefânia. Ali morreu a 20 de Fevereiro de 1920, Santa Jacinta Marto que ontem se celebrou, juntamente com o seu irmão S. Francisco, pela primeira vez, na Igreja de todo o mundo. A sua vida e morte aproximou tantos destes Corações que ardiam dentro do dela. Que sejamos nós também incluídos nesses tantos e aproveitemos estes 40 dias, para nos aproximar.

S. Francisco e S. Jacinta, rogai por nós.
Continuação de  Santa Quaresma, para todos. Inês Aguiar Pinto Dias da Silva

Os neo-protestantes

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JOÃO  CÉSAR DAS NEVES   17.02.2018     DN

Hoje não é costume ver intelectuais zurzir bispos. Essa prática, obrigatória nas elites desde o século XIX, saiu de moda. Por isso surpreende a campanha de censura e zombaria que se abateu sobre o cardeal-patriarca da Lisboa nestes dias. Isto só acontece por o prelado ter tocado num tema que os irreligiosos consideram sagrado.
A atitude da cultura dominante em relação aos cristãos inverteu-se nos anos 1960. Demorou tempo, mas os pensadores oficiais acabaram por aprender que a Igreja não é aquela instituição bafienta, ridícula e moribunda que os seus antecessores sujeitavam ao mais supino ridículo. Debaixo do maior ataque cultural e político da história da humanidade, do sarcasmo maçónico aos gulags marxistas, a Igreja ressuscitou ao terceiro dia, mostrando a solidez, a elevação e a vitalidade que a tornou respeitável. Desde S. João XXIII, a imprensa passou a ignorar as questões religiosas, preferindo o silêncio ao ataque. Excepto quando a Igre…

Liberdades e juramentos de “hipócrit(a)s”

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RUTE LIMA        PÚBLICO    15.02.2018



O argumento é sempre o da dignidade, mas que dignidade existe na antecipação da morte?



O mundo atravessa uma convulsão generalizada a que ninguém pode ficar indiferente. As sociedades ajustam-se aos tempos novos, a luta pelas liberdades individuais atinge um apogeu inimaginável há um punhado de anos. Gritam-se palavras de ordem contra a tirania, o abuso económico, o abuso sexual e todas as formas de exercício ilegítimo de poder por coação.
Para os países onde os direitos estão já consagrados, passamos para uma defesa de direitos que impõe deveres em dimensões que começam a colidir com os direitos individuais. Portugal não é diferente, apesar de termos uma Constituição que defende os nossos direitos, liberdades e garantias individuais, parece que a necessidade de estarmos em sintonia com o padrão internacional, mesmo quando as realidades são tão distintas e quando o que está em causa é, no meu entender, próprio das nossas liberdades individuais.
Sã…